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A estrutura foi montada em frente ao mercado de São Brás, na praça Floriano Peixoto (Reprodução/Willys Lins)
BELÉM (PA) – Com estrutura montada em frente ao mercado de São Brás, na praça Floriano Peixoto, a 7ª edição da Feira Regional da Reforma Agrária “Mamede Gomes de Oliveira” encerra nesta quinta-feira, 20. O evento é organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em homenagem a um militante da agroecologia assassinado em dezembro de 2012.
A feira reúne diversos empreendedores de vários assentamentos do MST. Com uma diversidade de iguarias sem agrotóxicos, os que visitarem os estandes podem encontrar desde Tucupi preto a produtos de medicina natural.
Para Raimundo Nonato Filho, da direção estadual do Movimento Sem-Terra, no Pará, do setor de produção do MST, a feira regional Mamede Gomes iniciou de duas necessidades básicas. “Uma delas é dos camponeses terem seus alimentos comercializados, sair da mão do atravessador e ter um canal de comércio direto com a sociedade brasileira, e a outra foi do movimento incidir um debate, na sociedade brasileira, dos alimentos saudáveis, do alimento diversificado, dos alimentos produzidos pelas mãos calejadas, daqueles que necessitam da terra, ou seja, a terra para quem nela trabalha e o resultado da produção da qualidade de vida dos camponeses e de se ter boa produção”, disse.
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| Os que visitarem os estandes podem encontrar desde Tucupi preto a produtos de medicina natural (Reprodução/Willys Lins) |
“As temáticas são muito de acordo com a conjuntura política atual que a gente vivencia. Então, a temática desse ano é por terra, democracia e meio ambiente. Terra, que é uma necessidade histórica dos camponeses terem acesso à terra e à democracia, porque nós vivemos um momento de ataque às democracias no mundo inteiro, mais especificamente no nosso País, e nós temos feito um debate importante no sentido de fortalecê-la, de fortalecer o acesso das populações a políticas públicas, ao direito à participação e ao meio ambiente, porque existe, principalmente, na Amazônia, uma voracidade do capital em torno de se apropriar daquilo que compõe o meio ambiente”, afirmou Raimundo.
Raimundo também enfatizou que a dificuldade de manter um evento dessa magnitude, dessa proporção, é a ausência da política pública. “Esse é o fundamental. Não existe uma política pública que dê um amparo, e há condições legais para que a gente faça mais eventos como esse; mas o MST tem feito seus esforços pessoais e uma série de articulações com outras organizações políticas urbanas, com algumas instituições, inclusive, com algumas prefeituras que têm nos apoiado nas nossas ações. Então, um conjunto de articulações que permite a nossa feira aqui na capital”, completou.
| Evento é organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (Reprodução/Willys Lins) |
Apoio
Por meio da Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem), a prefeitura de Belém apoiou a feira e cedeu barracas de lona para abrigar os produtores.
Para Jane Cabral e Silva, da Coordenação Estadual do MST-PA, a feira é também uma forma de dialogar com a sociedade sobre a causa do movimento. “Estamos realizando a 7ª feira da Reforma Agrária popular, importante evento que o MST traz, anualmente, para Belém. O objetivo é dialogar com a sociedade sobre a luta pela terra a partir da alimentação saudável”, ressaltou.
| Empreendedora expondo seus produtos (Reprodução/Willys Lins) |
Mamede

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